quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Após a empolgação com o bubbleshare volto as reflexões propostas pelo Proa 1.

Trabalhar com projetos é partir de questões ou situações reais e concretas, contextualizadas, que interessam de fato aos alunos. Compreender a situação problema é o objetivo do projeto. A aprendizagem se dá durante todo o processo e não envolve apenas conteúdos soltos. O projeto possibilita aos alunos a oportunidade de aprender a fazer planejamentos com o propósito de transformar uma idéia em realidade. Significa ainda, ensinar formas de elaborar cronogramas com objetivos parciais, dúvidas temporárias, certezas provisórias. Alunos que planejam e implementam projetos aprendem a analisar dados, considerar situações e tomar decisões.
A experiência de participar de um projeto costuma acabar com qualque resitência.É só experimentar para gostar!
Ah, se a professora do Joãozinho da Maré trabalhasse com projetos!
Querem conhecer a história do Joãozinho ? É só clicar aqui:
http://ucsnews.ucs.br/ccha/deps/cbvalent/teorias014/restrito/joaozinho.html

4 comentários:

Berenice disse...

Celoy! Que exemplo bom o do Jõazinho! Vou utilizar nas discussões aqui também!
É isso mesmo que nós professores fazemos com os estudantes, muitas vezes, sem nos darmos conta. Temos uma aula bem preparada, organizada, até as "virgulas", e então, não levamos em consideração o desejo e os conhecimentos prévios dos estudantes, o que acaba afastando ele da escola, pois ela "não diz respeito, nem faz sentido para ele" , e portanto o estudante não se sente parte integrante da escola. Apostamos no trabalho com projetos, por acreditar, também, que ele resgata o desejo, o prazer e o querer do estudante em estar na escola. Abraços!
PS(Não quero ficar culpando os professores por isso, é todo um sistema, no qual, fomos formados, mas temos que buscar refletir sobre nossa prática e procurar mudar, se assim entendermos!!)

Nereu Zanchet disse...

Oi Celoy, concordo quando doz que a aprendizagem ocorre durante o processo e quando há interação do aluno como o conteudo investigado. Celoy, hoje, quantos Joãozinhos estão perturbando as aulas de nossas professoras.

Iris disse...

Olá, Celoy

Muito interessante o texto. Há muito noque pensar.
Abra@os,Iris

Amarildo disse...

Celoy,
Estou comentando agora porque resolvi dar uma passada nos blogs dos colegas para ter idéias para postagem no meu. Quando vi a sua postagem da história do Joãozinho, fiquei curioso. O texto é muito bem elaborado e remonta a uma piada que já ouvi a muito tempo mas tem tudo a ver com o assunto. Vou tentar escrevê-la talvez com algumas adaptações.
“Um advogado ao chegar em uma ponte, viu que havia caído e no local tinha um barqueiro que fazia a travessia das pessoas. Dirigiu-se ao barqueiro solicitando que o levasse até o outro lado do rio. Notou que o barco estava em condições precárias, mas precisava chegaa ao outro lado para uma audiência. Durante o trajeto, notando a simplicidade do condutor da embarcação, começou a questioná-lo”. Qual o seu nome? O barqueiro disse Zé. O advogado perguntou? Zé do que? O barqueiro respondeu, todos me conhecem por Zé. Ainda questionando o advogado perguntou qual era o nível de escolaridade? O barqueiro não estendeu. O advogado tornou a perguntar, até que ano o senhor estudou? A, sim, respondeu o barqueiro, até o segundo ano. O advogado, não conformado com a historia, falou que o pobre homem, por não ter continuado os estudos havia perdido 20% da sua vida. Continuando a conversa o advogado voltou a questionar o pobre barqueiro, que mais envergonhado gaguejava ao falar, o senhor sabe ler e escrever? O homem respondeu que não lembrava mais. O advogado afirmou que o homem perderá mais 40% de sua vida por não saber ler ou escrever. Continuando a conversa o advogado sempre colocando o barqueiro para baixo. Em um ponto da travessia o barco começou a dar água. Assustado o advogado perguntou se o problema era grave? O barqueiro respondeu que era comum entrar água e não seria problema. Continuando começou a entrar mais água, até que o barqueiro, questionando o advogado, perguntou se sabia nadar? Em sobressalto o advogado afirmou que não e prontamente o barqueiro disse, que por não saber nadar iria perder totalmente a vida.”

Com isto coloco qual é o verdadeiro conhecimento? O significativo ou somente acumulo de informações?